sexta-feira, maio 9

sonho macabro

hoje sonhei que eu estava em varginha, no bairro onde eu morei qdo criança.

tem uma rua com um prédio na horizontal... dois andares, mas com várias casas grudadas, onde o Wellington e a Mariela moravam.

Andar2 -> Apto 1 -> Apto 2 -> ... -> Apto 11
Andar1 -> Apto 12 -> Apto 13 -> ... -> Apto 22

do outro lado da rua tinha um terreno baldio... mas no sonho ele era raso e alongado... como um campo de futebol... gramado e verdinho, e comprido acompanhando a extensão de todo o prédio.

eu tava andando na rua e vi um avião parecido um concorde... super sofisticado, fazendo manobras para aterrissar no aeroporto... ele era grande e alongado, devia caber muitos passageiros...

bom, detalhe, tinha um aeroporto alí perto só no sonho... na vida real não.

o avião era modelo novo... o formato dele era parecido uma lâmida de punhal, branquinho, esticado. e era muito rápido.

Fiquei chocado com o avanço da tecnologia e com o fato dele estar circulando próximo aquele bairro de uma cidade pequena, fazendo barulho supersônico nos céus.












mas tudo bem...

tinha gente na frente do prédio e tinha carros estacionados ao longo da rua... bem como caminhões e um caminhão do corpo de bombeiros.

não tinha a menor idéia do que os bombeiros estavam fazendo alí.

daí um segundo avião, igualzinho o primeiro decolou...

deu umas derrapagens no ar... balançou... e foi tentar fazer aterrissagem de emergência no terreno em frente ao prédio.

o avião ficou em 45° em relação ao solo e a primeria coisa que raspou no chão foi o bico dele, abrindo um enorme sulco na terra...

quando o resto do corpo do avião tocou o solo, uma enorme bola de fogo cresceu em todas as direções.

eu estava alí perto. vi tudo acontecer...

gelei.

então, tive o impulso covarde de correr pra longe. e em contra partida, um dever me chamava em direção aos destroços, para salvar quem estivesse precisando.

reprimi meu instindo de subsistência e corri em direção ao fogo. mas a onda de calor começou a ficar insuportável. vi pessoas gritando... estavam na rua e o fogo havia as atingido.

a cena foi horrível.

os carros que estavam na rua começaram a explodir também, aumentando as vítimas e as chamas...

vi os bombeiros vestindo seus asbestos e começando a jogar água.

percebi que eles iriam agir e fiquei mais calmo...

mas tive que correr, porque o calor já estava me queimando de forma insuportável.

tinha um caminhão perto de mim. me escondi atrás dele, pra que as ondas de calor não chegassem em mim.

já controlado o incêndio, o campo onde o avião caiu tornou-se um enorme lago, de tanta água jogada pelos bombeiros.

no prédio morava uma doutora. mãe de um amigo meu.

fui na casa dela pra avisar o ocorrido... se ela tinha visto o avião cair e explodir em frente ao prédio.

se não me engano, pra avisar que na rua estava alguém que ela conhecia e que foi vítima do acidente. não sei se foi o filho dela ou outro parente.

ela estava muito doente e estava dormindo na hora, não viu nada acontecer.

estranho que, ela não reagiu ao receber a notícia, continuou agindo como se nada tivesse acontecido.

me ofereceu algumas coisas para comer. eu aceitei.

me despedi e fui embora... subi a rua em direção a casa da Maria Rezende Mota, 245.

que sonho mais maluco.

e foi muito real...