segunda-feira, julho 6

Sonhos de uma noite de inverno #2

Depois daquele sonho com o Roberto Carlos que tomou nanicolina... Acho que fiquei inspirado!

Eu tava dormindo e comecei a sonhar...


Eu estava folheando um livro, enquanto eu assistia TV, deitado na minha cama.

Estava passando uma novela mistura de Uga-Uga com Cubanacan.

Tinha uns homens das cavernas que moravam nuns iglus feitos de terra.

Na verdade não eram iglus, eram uma espécie de mini vulcões.

Eles eram ocos por dentro, e em cima tinha uma abertura que ficava saíndo fumaça.

Por dentro era uma gruta minúscula, tipo iglu mesmo, só que de terra, e tinha uma lareira que ficava acesa, e que produzia a fumaça que saía pela abertura do topo... Por isso parecia um vulcãozinho.

Dentro de um desses vulcõezinhos estava o Marcos Pasquim, interpretando um homem das cavernas. Ele estava velho, e tinha um filho (clone dele), também interpretado pelo Marcos Pasquim.

A diferença entre o Pai e o Filho é que o pai estava parecido com o Tony Ramos: Um verdadeiro tufo de pelos, e o Filho, jovem, estava normal... Apesar do pai estar velho, não tinha nenhum cabelo/pelo branco.

Todos os dois sujos como se fossem trabalhadores de mina de carvão.

Daí o Pai fez uma cara de assustado, pois uma voz contou pra ele sobre a fonte da juventude.

Nos mini-vulcõezinhos onde eles moravam ficava minando água da abertura que saía fumaça... Então o Homem das Cavernas Pai (interpretado pelo Marcos Pasquim) deu umas lambidas na parede do lado de fora do vulcão que ele morava e ficou jovem depois de beber aquela água da fonte da juventude.

Ele rejuvenesceu e entrou na gruta do mini-vulcão onde ele morava com o filho clone dele (também interpretado pelo Marcos Pasquim, mas que não era uma versão do capitão caverna).

O filho olhou para o pai rejuvenescido, abriu os braços e disse: PAI!!! VOCÊ VIROU MEU CLONE!!! AGORA SOMOS IRMÃOS!!! Porque os dois homens das cavernas ficaram iguaizinhos, visto que a única coisa que os diferenciava era o tufo de pelos do tony ramos.

Então eles se abraçaram calorosamente...

Então a esposa do Pai, a Adriana Esteves, também estava velha e queria rejuvenescer... Ela foi na parede da gruta e também bebeu a água da fonte da juventude, dando uma lambida na parede.

Só que ela não rejuvenesceu, e sentiu um gosto amargo de carvão na água.

Então filmou dentro da gruta, e lá estava morando o Didi, vestido de homem das cavernas e com uma peruca descabelada, e com maquiagem de quem trabalhava em mina de carvão. Ele estava acompanhado de mais umas 2 ou 3 pessoas, também caracterizadas por homens das cavernas, mas que eu não consegui identificar quem eram. Talvez o dedé, mussum e zacarias?

O Didi estava mantendo a lareira acesa, e disse que o gosto ruim da água era por causa da lenha do carvão. Ele comentou que costuma por picles(pepino) no meio do carvão para dar um gosto refrescante na água que jorra do lado de fora do vulcão.

Bom, daí deu para preceber que a Adriana Esteves tinha bebido a água do vulcão errado, porque a água que o Marcos Pasquim Pai bebeu era a água do vulcão em que ele morava com o filho clone dele e não o vulcão do Didi.

Nisso começou a passar o programa do faustão. Era um campeonato de piadas...

Um primeiro molequinho vestiu um capacete de moto e começou a contar piadas. Até aí eu não estava prestando muito atenção, porque eu estava sentado no banco do carona do carro, tentando descobrir como funcionava o porta-luvas, então eu abria a tampa e depois fechava.

Um segundo molequinho, gordinho desta vez, vestiu o capacete e começou a contar piada. Ele tirou um papelzinho do bolso e começou a ler... Ele lia igual quem estava aprendendo a ler, meio pausado, com dificuldade.

Eu comecei a rachar de rir das piadas que ele estava contando, e então o público ficou de pé e começou a gritar. O gordinho começou a contar a piada gritando, por causa da interferência do barulho da platéia, mas não adiantou. Ele tentou várias vezes aumentar o volume de sua voz, mas sem resultado. E olha que ele estava de microfone...

A platéia estava fazendo tanto barulho que eu não estava mais conseguindo escutar a piada que o gordinho estava contando. Fiquei puto... E pensei, nossa esse cara é bom mesmo, olha como estão gostando das piadas dele: Estão todos de pé berrando histéricamente.

De repente, começou a chover bolinhas de papel no palco. Nossa, o publico não estava gostando! Percebi que eles estavam, na verdade, vaiando o muleque com todo aquele barulho. Revoltados e furiosos com as piadas ruins contadas pelo gordinho.

Eu pensei, nossa, as pessoas não gosta mesmo de piadas ruins.

O pai do garoto foi perto da platéia ver se acalmava os ânimos do pessoal, mas não funcionou... Ele e o faustão foram metralhados com uma enorme chuva de bolinhas de papel.

Só então entendi porque o gordinho estava usando capacete de moto! Podia voar uma marreta na cabeça dele...

O Faustão ficou bravo e gritou: O programa acabou! Chega, tá encerrado! e vocês estão todos demitidos!

Pensei comigo: Que estranho, então a platéia do programa é contratada?

Só sei que depois do anúncio da demissão, todos pararam de tacar papeizinhos.

Então o faustão entrou para detrás do palco e levou uma mulher para ser demitida. Eu fui atrás ver o que estava acontecendo...

Tinha um corredor famoso lá, pois todos que entravam por ele não voltavam mais. O corredor dava no RH e do RH direto para a saída da Globo. A pessoa era demitida e já ia direto pra rua... E o faustão levou a moça para lá...

Como eu já tinha invadido os bastidores, resolvi andar por ali. Pensei: já que estou aqui mesmo, deixa eu conhecer esse lugar...

Um pouco mais a frente haviam muitos corredores, tipo um labirinto. Visto de cima talves o mapa fosse igual o de uma flor tribal.

55311_Tiw6UsySD1ryxS5.jpg

As paredes e o piso eram de ardósia azul, revestido de resina. E eram um pouco escuros os corredores.

Aquela era a zona VIP, onde só os atores da Globo podiam circular.

Me dei conta de que eu já tinha estado ali, de um outro sonho que dive numa outra noite... E fui caminhando sem saber onde eu queria chegar.

Foi ficando escuro no fim do corredor, e tinha uns banheiros. Alguns deles nem tinham porta e dava pra ver os vasos sanitários. Pensei: quem é que tem coragem de usar esses aqui?

Virando a direita, havia uma porta corta-fogo com barra anti-pânico. Do lado de fora já estava claro novamente, era luz do dia, e dava de saída para uma espécie de pátio universitário, que mais parecia uma feira hippie, cheia de estudantes vestidos de jeito largado, com panos coloridos, floridos e cheios de bijuterias de arame.

E é tudo o que eu me lembro deste sonho...