quinta-feira, fevereiro 17

Uma outra visão de algo comum - vol. 23

Em mais um volume da série "Uma outra visão de algo comum", eu irei falar sobre algo que comumente conhecemos como fome.

A fome, ou La Faim como dizem os franceses, é comumente dita como uma reação orgânica que informa que o corpo precisa se alimentar a fim de manter a sobrevivência. Esta é a definição mais comum, mas que eu irei refutar.

A fome é uma reação química do organismo onde o estômago, na falta de alimento, produz um hormônio chamado grelina que emite sinais ao hipotálamo (um pedaço do cérebro). Assim, o cérebro compreende isso e o organismo (em uma reação comum e animal) se alimenta, o que faz com que o nível desse hormônio abaixe e aumente a concentração de um outro hormônio chamado PYY que diz ao cérebro que o corpo está saciado.

Assim sendo, a fome nada mais é que a interpretação de sinais de hormônio pelo cérebro. Onde eu quero chegar? Bem, existem remédios inibidores de apetite que agem no sistema nervoso central para coibir a produção de grelina, assim a sensação de fome não vem e não há a necessidade de se alimentar.

Os inibidores de apetite são anfetaminas e elas são mais utilizadas para acelerar e ficar doidão na balada. Além disso, quando se sente fome as pessoas têm uma certa variação transitando de momentos alucinatórios para momentos de realidade em questão de segundos!

Concluindo, a forma mais barata de se ficar doidão é sentir fome. Mas o corpo não quer nos deixar sentir fome! Por quê? Por quê? Por quê? Não é para garantir a sobrevivência, mas sim para que não vivamos sempre doidões.

Ser doido é a fonte da vida.